Notícias enviadas pela direcção da rede ex aequo
Associação “Rainbow Rose Portugal”
A Associação «Rainbow Rose Portugal» convida para a sua sessão de apresentação pública que decorre no dia 8 Fevereiro, pelas 19.00, no Chapitô, na Costa do Castelo, em Lisboa. A sessão contará com a participação dos seguintes oradores:
Anna Paola Concia, Deputada do Partido Democrático Italiano;
Michael Liebflinger, membro do Soho (Áustria) e do Comité Executivo da Rainbow Rose;
Ana Catarina Mendes, deputada do grupo parlamentar do Partido Socialista;
Gonçalo Clemente Silva, Rainbow Rose Portugal.
Contacto para imprensa:
Cláudia Ferreira – 91 030 97 63 | Gonçalo Clemente Silva – 96 334 62 57
A Rainbow Rose Portugal
A Rainbow Rose Portugal inscreve-se nos princípios e no espaço político do socialismo democrático e partilha de uma visão progressista do Mundo e da sociedade. Defende uma sociedade aberta, livre e inclusiva, onde seja atingida e praticada a igualdade plena entre as mulheres e os homens que a constituem.
Neste sentido, é objectivo da Rainbow Rose Portugal servir de catalisador para o desenvolvimento de abordagens políticas e sociais mais coerentes e assentes nos direitos da igualdade e da não discriminação e combater todas as formas de discriminação, especialmente as consagradas nos artigos 10º e 19º do Tratado de Lisboa: sexo, “raça” ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade, e orientação sexual, bem como identidade de género.
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Vídeo-arte e debate sobre “Identidades sexuais” no bar acercadanoite em Almada
No próximo dia 11 de Fevereiro às 21h, o acercadanoite, o mais antigo bar de Almada, com uma longa tradição de tertúlia, levará a cabo uma iniciativa que terá uma componente artística, com a estreia de uma peça de vídeo-arte e depois um debate. A peça UnCut é de João Lobo, um português há muitos anos residente na Dinamarca, sobre transidentidades, género, masculinidades. Trata-se das histórias dos trigémeos fictícios Joshua, Eva e David que têm diferentes identidades sexuais e que, por razões diferentes, são fascinados por um misterioso, sempre ausente, amigo grego comum, Agathon – discutem-se questões da identidade do homem moderno: os conceitos de masculinidade, virilidade e normalidade são abordados poeticamente através do homossexual Joshua; o significado dos conceitos de ‘normalidade’, ‘beleza’ e ‘amor’ são debatidos através da lupa ‘queer-política’ de Eva, uma sofisticada mulher transexual; novos valores confrontam a mentalidade heteronormativa de David, um heterossexual que se considera normal e sempre demasiado ocupado para se dar conta do seu semelhante.
A banda sonora complementa os personagens dando voz a pessoas reais que L-O-B-O entrevistou na Escandinávia através de um abrangente trabalho de investigação e de campo que incluiu também a consulta de diversos especialistas académicos em questões de género e identidade, tentando integrar conhecimento académico e trabalho de campo num interessante, complexo e pouco comum processo de criação artística.
Integram o painel para o debate com o tema ‘Identidades sexuais’ (que se fará com recurso ao skype porque estaremos em contacto com Copenhaga),
Pia Nielsen e Karin Astrup, representantes da Transdebat & Konsidentitet, associação dinamarquesa de debate de questões de género e identidade e transexualidade e
Marie Louise Holm, representante da Nemm-Netvaerk for Forkning om Maend & maskuliniteten, rede de estudo/investigação sobre Homens e masculunidades que integra uma rede de estudo nórdica sobre o mesmo assunto.
Do nosso lado teremos Miguel Vale de Almeida (Antropólogo Social e Deputado do PS),
Helena Pinto (Deputada do BE que apresentou e defendeu o projecto lei sobre casamento e adopção),
Raquel Freire (realizadora e membro dos Panteras Rosa) e
Filipe Salema do Grupo de Intervenção e reflexão sobre Transexualidades da Associação ILGA Portugal.
O moderador será Reinhard Naumann, sociólogo e representante da Fundação Friedrich Ebert em Portugal.
O objectivo desta reunião de pontos de vista é debater o assunto, pegando na realidade que temos em Portugal numa altura em que estamos na eminência de aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, na convicção de que todos os espaços são dignos do exercício da cidadania e da intervenção social.
Até breve,
A Direcção da rede ex aequo